Separador central em pavimento permeável de pedra

Separador central em pavimento permeável na rua dos Três Vales em Almada

19-08-2012-2021

Almada é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Setúbal e à Área Metropolitana de Lisboa, sendo a nona cidade mais populosa de Portugal,[2] com cerca de 95 000 habitantes.[3][4][5] É sede de um município com 70,21 km² de área[6] e 174 030 habitantes (2011),[4][5] subdividido em 5 freguesias.[7]

O município é limitado a leste pelo município do Seixal, a sul por Sesimbra, a oeste pelo Oceano Atlântico, abrindo-se a norte e nordeste para o Estuário do Tejo, frente aos concelhos de Lisboa e Oeiras.

O concelho recebeu foral de Dom Sancho I em 1190. Juntamente com Lisboa, Sintra e Palmela, é uma das mais antigas divisões administrativas da Área Metropolitana de Lisboa.

Almada foi elevada à categoria de cidade em 1973, e no seu município encontra-se também a cidade de Costa da Caparica, cujo estatuto atual lhe foi outorgado no ano de 2004.

Fonte:Wikipédia

A palavra Caparica provém do latim cappar, cappari ou capparis, este por sua vez proveniente do grego kapparis que significa Alcaparra, um arbusto hortense (Capparis espinosa, lin.), cujos botões em conserva são muito conhecidos por servirem para estimular o apetite. Caparica, será portanto o lugar onde existem alcaparras, o alcaparral. Dada a maior incidência no Concelho de topónimos de etimologia latina que de origem árabe, quer-nos parecer que Caparica provirá do latim. Não será apesar de tudo de excluir a proveniência árabe, a partir de al-kabbara que, por sua vez é derivado do latim.
©Factus, jornal da DAEFCT n.º 4 História: Considerada, em tempos, uma das localidades mais ricas do concelho de Almada, o Monte de Caparica seria instituído sede da freguesia da Caparica desde a sua fundação, em 20 de Novembro de 1472, por bula do Papa Sisto IV.

Dada a sua grandeza e primitiva extensão faziam parte desta freguesia, além do Monte, os lugares da Costa, Charneca, Sobreda, Porto Brandão e Trafaria, localidades que devido ao desenvolvimento populacional e às sucessivas divisões administrativas do concelho, passaram a ter a sua autonomia própria como freguesias.

Sendo o Monte de Caparica um lugar de enorme vivência social, foi aí fundada, em 1865, a Associação Filarmónica Protectora Monte Pio de Nossa Senhora do Monte de Caparica, Instituição que fornecia socorros e medicamentos às pessoas mais carenciadas.

No ano de 1878, seria, também, criada outra Associação Mutualista, denominada Monte Pio Caparicano de Nossa Senhora do Rosário, vindo mais tarde a surgir a Monte Pio de Nossa Senhora do Cabo.

Não foi só no mutualismo que os monte caparicanos tiveram um papel preponderante. Também na cultura e recreio desenvolveram grande actividade e as suas afamadas filarmónicas, a nova denominada por "Caldeireiros" e a velha por "Marroquinos", somente após forte rivalidade, seriam extintas em finais do século XIX.

No dia 27 de Junho do ano de 1892, seria instalado numa das propriedades de António Augusto Teixeira da Silva, por sua iniciativa, o Teatro Garret, com capacidade para 300 pessoas.

Este notável industrial, que veio residir para o Monte de Caparica em meados de 1876, fundaria, também, o vistoso Hotel Central Club, vindo, mais tarde, a desempenhar as funções de administrador-substituto do concelho de Almada. Terra de grande riqueza, aqui viveram grandes nomes da política e do meio social de Almada como:

Joaquim Ramos Marques, importante comerciante e vereador municipal; António Baptista Cabral, ex-vereador e presidente da vereação no ano de 1897; José Gomes, juiz de paz e regedor da paróquia; João Francisco Marques, afamado comerciante e político de grande vulto local; Miguel M. Ricaldes da Silva, antigo almoxarife da Real Quinta do Alfeite; e, ainda, o grande escritor e poeta romântico Bulhão Pato, autor de várias obras, entre elas o famoso Livro do Monte, editado em 1896.

Esta ilustre figura das belas-letras, das ideias e da sociabilidade do século XIX português viria a falecer em 24 de Agosto de 1912, estando sepultado no cemitério local.

Não dispondo, actualmente, de grandes edificações, salienta-se como imóveis de grande interesse arquitectónico e artístico o Convento dos Capuchos, o recente monumento erigido em memória do Dr. José Pessoa e a igreja matriz, fundada em 1482, bastante danificada com o terramoto de 1755 e reconstruída durante o reinado de D. José.

Segundo o Dicionário Geográfico de Portugal, o grande zelo dos moradores fez com que estes erigissem, no lugar onde estava situada uma ermida consagrada a Santa Maria, uma igreja de maiores dimensões que, no dia 24 de Maio de 1482, foi sagrada por D. Nuno, Bispo de Tânger.

Este vistoso monumento de grande amplitude e linhas simples, onde predominava um barroquismo severo, possui agora, no seu interior, vistosos painéis de azulejos azuis recortados sobre esmalte branco, com molduras policromadas nas paredes da nave, historiando os passos do "Cântico dos Cânticos", datando da época setecentista. No altar-mor existe um retábulo de talha neoclássica podendo admirar-se uma curiosa escultura em madeira de Nossa Senhora do Monte.

Nos restantes altares existem vários retábulos, encontrando-se, na sua capela ao lado da Epistola, uma tela do século XVIII, representando a última Ceia.

Neste importante templo de Almada existiu um retábulo de quatro painéis da autoria do célebre pintor lisboeta do Séc. XVII Domingos Vieira, de alcunha "O Escuro". Considerada, na época, como ofensiva, a obra mereceu do Tribunal de Inquisição uma ordenação, tendo como objectivo a sua destruição.

Do relatório da diligencia feita, por ordem da mesa da Inquisição, pelo Padre Jorge Cabral, consta que o retábulo fora executado por iniciativa do Cura da referida igreja, António Rodrigues das Neves, por volta de 1627, no tempo em que ele era oficial da confraria de Nossa Senhora da Conceição, sendo o seu autor Domingos Vieira, residente em Lisboa, e que, comummente, assiste em casa do Conde de Monsanto.

0 parecer do Sacerdote inquiridor apontava para que se raspassem as imagens e os respectivos letreiros do retábulo. Este dividia-se em vários compartimentos, num dos quais estava debuxada Nossa Senhora da Conceição, tendo, de um lado, São Tomás, que aparecia em posição humilde, e, de outro lado, com um ar triunfante, o Dr. Scotto, "em forma que o doutor Angélico está muito humilhado, e Escoto muito alegre", saindo da boca de um e de outro letreiros com frases que ofendiam a meticulosidade de certos ortodoxos.

Perante tal incumbência, foi datada em 24 de Setembro de 1634 uma certidão comprovativa pelo então Padre da Caparica, António Luís, certificando a raspagem das letras e das imagens do retábulo. Este pitoresco e curioso caso, da nossa história local foi objecto de estudo e análise a Augusto Cardoso Pinto, que em 21 de Janeiro de 1942, numa palestra realizada em Lisboa no Museu das Janelas Verdes, dissertou sobre a obra de Domingos Vieira e sobre o processo de inquisição a que fora submetido. Aliás este assunto já tinha sido advertido por Sousa Viterbo na sua obra "Notícias de Alguns Pintores Portugueses", editada em 1906, trazendo a público importantes documentos do cartório do Santo Ofício, relatando curiosas e valiosas referências a esta importante peça da arte portuguesa, desaparecida após o terramoto de 1 de Novembro de 1755.
©Artur Vaz, "Jornal da Região" de 29.9.1999

Construção

Separador central em permeável de pedra

Dono: Camâra Municipal de Almada
Localização: Mapa
Construção: Rua dos Três Vales - Almada.
Endereço: Penafiel/
Obra:
Separador central em permeável de pedra

MISSÃO

Uma pequena contribuição para melhorar a vida e o planeta

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