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Para determinar o coeficiente de permeabilidade das superfície e a capacidade de infiltração da água no solo dos pavimentos permeáveis já executados, recomenda-se o método de ensaio baseado na ASTM C 1701 – Standard Test Method for Infiltration Rate of In Place Pervious Concrete, ou método de ensaio in situ para determinação de coeficiente de permeabilidade do pavimento.

Teste de permeabilidade do pavimento e a capacidade de infiltração da água.

O ensaio utiliza um recipiente de recolha vazado com diâmetro de 30 cm e altura mínima de 20 cm que deve ser posicionado na superfície do pavimento permeável (Figura abaixo). As laterais do recipiente são vedadas com massa de calafetar de modo a evitar perda de água. O método pode ser utilizado para todos os tipos de pavimentos permeáveis.

Inicialmente o pavimento é pré-molhado. Tanto na pré-molhagem como durante o ensaio o volume de água deve ser adicionado ao cilindro mantendo-se um fluxo constante, para tanto, deve-se manter a altura de água dentro do cilindro entre 10 cm e 15 cm.

O coeficiente de permeabilidade é obtido através da Lei de Darcy segundo a equação:

Equação

onde:

i = coeficiente de infiltração (mm/h);

M = massa de água infiltrada (kg);

D = diâmetro interno do cilindro (mm);

t = intervalo de tempo entre adição da água e seu desaparecimento da superfície;

K = constante: 4.583.666.000;

O método também pode ser utilizado para aprovação do pavimento após sua execução e ao longo da utilização do pavimento, para definir a necessidade de limpeza e manutenção.

Ensaio Ensaio Ensaio

Dessa forma, para verificar se o pavimento é efetivamente permeável deve determinar-se o coeficiente de permeabilidade do pavimento acabado.

Valores de coeficiente de permeabilidade acima de 10-5 m/s atestam que o pavimento irá funcionar de forma adequada.

Os agregados utilizados na base do pavimento permeável devem respeitar as distribuições granulométricas indicadas para a camada superficial.

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A NACTO (National Association of City Transportation Officials) vê os departamentos de transporte das metrópoles como parceiros eficazes e necessários nos esforços para o transporte regional e nacional e promove seus interesses em tomadas de decisões federais. A organização facilita o intercâmbio de ideias, as percepções e boas práticas entre grandes cidades e, ao mesmo tempo, promove uma abordagem cooperativa para assuntos essenciais enfrentados por cidades e áreas metropolitanas.

As ciclovias são uma das formas mais eficazes de mobilidade nas cidades.

Uma ciclovia de 2 sentidos com 3 metros de largura pode mover 10 vezes mais pessoas do que uma via para veículos motorizados. Ou seja, entre 6.500 e 7.500 pessoas por hora, em comparação com apenas 600-1600 pessoas por hora.

A Global Design Cities InitiativeGCDI incentiva o intercâmbio de ideias para auxiliar uma variedade de parceiros a projetar ruas para promover saúde e segurança pública, qualidade de vida, mobilidade multimodal, desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e equidade.

REDE DE CIDADES DA GLOBAL CITIES DESIGN INITIATIVE
O Guia global do desenho de ruas um estudo inspirado pelo trabalho de 70 cidades em 40 países e 6 continentes.

Fonte GDCI Publicado em 2019-08-04 06:04:07
África do Sul Cidade do Cabo Alemanha Berlin Karlsruhe Argentina Buenos Aires Austrália Gosford Melbourne Sydney Estado de Victoria Azerbaijão Baku Brasil Fortaleza Porto Alegre Rio de Janeiro São Paulo Canadá Toronto Winnipeg China Beijing Xangai Colômbia Bogotá Medellín Coreia do Sul Daegu Seul Dinamarca Copenhagen Equador Quito Escócia Glasgow Estados Unidos Baltimore Boston Connecticut Madison Malden Nova York Portland São Francisco Seattle Washington, DC Etiópia Adis Abeba Finlândia Helsinki Gana Acra Geórgia Tbilisi Grécia Atenas Haiti Cité Soleil Holanda Delft Roterdã Índia Ahmedabad Bangalore Chennai Mumbai Nova Déli Indonésia Bandung Inglaterra Ashford Londres Israel Jerusalém Kosovo Pristina Laos Vientiane México Cidade do México Monterrey Puebla Moldávia Chisinau Nova Zelândia Auckland Christchurch Wellington Peru Lima Quênia Nairóbi Quirguistão Bisqueque Rússia Moscou Singapura Singapura Suécia Gotemburgo Suíça Genebra Turquia Istambul Vietnã Cidade de Ho Chi Minh Zâmbia Kalumbila.

Melhorar a mobilidade

A pavimentação ecológica de avenidas, praças, parques e ciclovias melhora a mobilidade e é um factor de sustentabilidade na vida das cidades.

Em parceria com a National Association of City Transportation Officials (NACTO) e trabalhando com a Global Expert Network, a GDCI está empenhada em compartilhar as boas práticas da indústria, facilitando a mentoria entre parceiros e estimulando a comunicação constante.

Guia do desenho de ciclovias

A GDCI acredita que, trabalhando em conjunto, as cidades podem minimizar a perda de tempo e dinheiro, compartilhar aprendizados, intensificar a aplicação de boas práticas e atingir com mais eficácia suas metas e objetivos políticos.

Como uma coalizão entre departamentos de transporte municipais, a NACTO compromete-se com o fortalecimento de práticas de alto nível para projetos de ruas e de transporte ao desenvolver uma perspectiva comum, compartilhar dados, promover o intercâmbio entre parceiros em workshops e conferências, e a comunicação constante entre as cidades-membro.

Praças, parques e vias de Buenos Aires a Bangalore tornaram-se vitrines para novos desenhos que colocam as pessoas em primeiro lugar e transformam as vias em locais seguros, atraentes e economicamente vibrantes.
Inspirado pelo trabalho de 70 cidades em 40 países e seis continentes, este guia marca o próximo passo em direção à mudança da velha hierarquia viária, com projetos que salvam vidas, priorizam as pessoas e o transporte coletivo, refletem as comunidades distintas e servem melhor a todos nas ruas.

O contributo da utilização de materiais e métodos aperfeiçoados e sustentáveis na pavimentação de ruas, percursos e ciclovias urbanas para a qualidade de vida nas cidades e do nosso futuro, a permeabilidade do pavimento , capacidade de infiltração da água no solo, melhoria da drenagem e os benefícios que daí podemos tirar, motivam-nos a todos.

Equipe principal de projeto da GDCI Skye Duncan Diretora Ankita Chachra Gerente de projeto Abhimanyu Prakash, Fabrizio Prati

Skye Duncan Diretora da Global Designing Cities Initiative (GDCI) concentra-se no papel fundamental das ruas nos ambientes urbanos ao redor do mundo.

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A importância da pavimentação na sustentabilidade das cidades.

Porque achamos importante que a pavimentação seja sustentável? Na actividade da construção, os edifícios e o pavimento são as maiores áreas de intervenção do ser humano.Basta espreitar no Google Maps para termos a noção da quantidade de construção edificada, de telhados e de vias urbanas pavimentadas que interferem na permeabilidade do solo e prejudicam o fluxo natural da água, originar cheias, deslocamento de terra e outros eventos catastróficos.

Pavimento ecológico sustentável
FOTO: REGEDOURO EVENTOS

Pavimento ecológico em parques, praças, avenidas e vias de circulação nas cidades.

É de importância primordial na qualidade e sustentabilidade de vida das cidades o tratamento ecológico das áreas a pavimentar: vias de circulação, caminhos, praças e espaços de acesso e mobilidade são áreas extensas que ocupam uma grande parte do solo disponível no meio urbano com proporcional influência na qualidade do ambiente.

Os pavimentos contínuos permeáveis, executados em meio hidraulico e sintético, promovem a sustentabilidade da construção no meio urbano. O pavimento ecologicamente sustentável na construção de vias urbanas tem grande impacto na qualidade de vida, pois são superfícies que ocupam grandes espaços no desenho das cidades.

A utilização massiva do solo nas cidades e o ambiente urbano obrigam a empregar soluções alternativas que promovam a permeabilidade em pavimentação com materiais drenantes, nas avenidas, ruas, praças, parques e ciclovias, permitindo a infiltração da água e o ar de forma a minorar os efeitos da concentração de edifícios nas cidades.

A publicação do Guia global do desenho de ruas Global Designing Cities Initiative (GDCI) é um trabalho que relata a importância dos materiais e tipos de construção no desenho das cidades, a utilização de pavimentos drenantes e permeáveis, promovendo a drenagem das águas pluviais e protegendo o uso do solo e aquíferos, promovendo uma construção ecológica e sustentável, avaliando as necessidades e exigências para cada local.

Calçadas, Tipos de calçadas, Geometria, Acessibilidade universal, Extensões de calçadas, Comunicação e engajamento.

As políticas e critérios defendidos pela. C.G.C.D.I. são definidas no Guia global do Desenho elaborado pela rede composta por cidades espalhadas pelos 5 continentes.

Desenhar para ciclistas, Ciclovias protegidas em cruzamentos, Permeabilidade filtrada do pavimento, a Drenagem eficiente, promovem a qualidade de vida, mobilidade multimodal, desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e equidade.

Quais as soluções ecológicas de pavimentação?

Como escolher um pavimento, que nos agrade, seja adequado ao uso para que está construído, que se integre bem no local, seja confortável ao pisoteio, sirva a mobilidade que é o propósito para que foi criado, seja eclógico e que contemple os princípios da construção sustentável.

Foi criado o projecto LEED, um sistema para classificar as práticas de construção consideradas sustentáveis, estuda e faz uma avaliação integrada de todos os intervenientes na produção dos materiais e dos sistemas e processos construtivos, nomeadamente: Categorias de crédito, Localização e Transporte, Lotes Sustentáveis, Eficiência da Água, Energia e Atmosfera, Materiais e Recursos, Qualidade Interna dos Ambientes, Inovação e Prioridades Regionais concretamente

O pavimento tem um valioso contributo para a sustentabilidade da construção nos meios urbanos, desde logo pela percentagem da superfície que ocupam na área total das cidades.

Um dos factores mais prejudiciais da construção é a impermeabilização que impóe ao solo e as consequências daí.

A criação e evolução dos pavimentos permeáveis permite-nos hoje ter várias soluções ecológicas em pavimentação exterior, com capacidade de infiltração da água no solo e diversidade de materiais, que se adequam a múltiplos requisitos, permitem agora ao projectista, utilizar soluções ecológicas adequado ao uso e ao local, sem interferir no ciclo regular da água, impermeabilizar o solo, e permita melhorar a vida nas cidades.

Para medir a capacidade de infiltração da água no pavimento pode exterimentar “testar a permeabilidade”. capacidade-de-infiltracao-da-agua-no-solo, de fácil execução.

No pavimento de saibro, para evitar o uso de cal e cimento, podemos utilizar o estabilizador pozolânico de saibro é um produto, constituído por cinzas volantes, sem clinker, com sílica ativa e pozolanas naturais, como xisto calcinado, argila calcinada ou metacaulino, são materiais que pulverizados produzem ligantes de alto poder de agregação com evidentes diferenças do cimento comum : melhor resistência ao sulfato, melhor resistência à reação da mistura com agregados alcalinos, menor calor na hidratação e maior resistência a longo prazo.

Se pretender um pavimento estritamente natural de saibro o uso de um fixador orgânico que são produtos dinâmicos, continuamente activos activos, totalmente naturais para estabilização de solos, elegíveis em áreas de reservas naturais e protegidas, produzem um pavimento ecológico sustentável, isento de polimeros cimentícios, possuem um forte poder de aglutinação e elasticidade para permitir um pavimento dinâmico, adaptável a pequenas cedências da base, que se mantém activo, pode ser reutilizado em correcções e manutenção do pavimento.

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A construção duma ciclovia segura para ciclistas é barato em comparação com outros custos de infraestruturas e, nesse sentido, o investimento definitivamente vale a pena.

Claro que um olhar metódico é necessário. A mudança é um processo que às vezes precisa de uma abordagem em fases.

Projetos provisórios que são econômicos, rápidos, fáceis de mudar, escalonáveis ​​e replicáveis, junto com a coleta de dados, podem ser usados, ​​como forma de demonstrar o que é possível e convencer os céticos de que uma maneira diferente de pensar é possível para as nossas cidades.

Usar materiais inovadores, aplicar as melhores práticas e sistemas sustentáveis de construção

A ciclovia é uma infraestrutura não muito dispendiosa de construir. É necessária uma mudança de perspetiva.

A National Association of City Transportation Officials (NACTO) explica que as evidências mostram que um dos incentivos para começar a pedalar é ter uma infraestrutura.

Um estudo realizado em Portland, Estados Unidos, mostrou que as pessoas gostariam de andar de bicicleta, mas não se sentem seguras o suficiente para fazê-lo. Os especialistas explicam que ter uma rede de ciclovias protegidas os motivaria a começar a pedalar. Isso foi verificado em cidades como Bogotá, na Colômbia; Sevilha na Espanha; Paris, na França e outros. “Se construirmos ciclovias, as bicicletas aparecerão”, garantem os especialistas.

Ciclovia protegida
FOTO: Mário Cruz/Lusa

Em Guayaquil num workshop a NACTO analisou a nível mundial algumas ciclovias em ruas largas, entre as calçadas, as árvores e vias de circulação.

No caso desta cidade do Equador, assim como em muitos outros lugares pelo mundo, não será possível uma solução semelhante pois a largura das ruas não é suficiente para acrescentar uma ciclovia deste tipo no espaço existente.

Quem conhece este tipo de projetos em vários países, mostrou que nesta realidade também existem opções e apontam para a decisão política e não para o espaço. Como qualquer tipo de mudança, especificam, a forma como projetamos as ruas é um processo.“

Ciclovias protegidas

A construção de uma rede segura de ciclovias é um factor que certamente trará mais pessoas com bicicletas para a rua.

Todas as ruas da cidade podem ser projetadas para receber os ciclistas, se decidirmos adotar a ideia de que as ruas “são para todos”.

Algumas ruas podem deixar espaço para instalações dedicadas ou ciclovias protegidas, outras, que são muito estreitas para ter um espaço dedicado para as diferentes utilizações, precisarão ser projetadas de forma diferente, como “ruas compartilhadas” ou “ciclovias”.

Se as ruas não forem largas o suficiente para garantir a segurança dos ciclistas, deve-se usar o gerenciamento de tráfego. Ou seja, reduzir o número de veículos e a velocidade para 30 quilômetros por hora . “Não é apenas uma decisão técnica, é uma decisão consciente de reduzir o espaço dos veículos motorizados para dar lugar a outros usuários, como ciclistas ou pedestres. Não se trata de falta de espaço físico, mas do medo da mudança ”, observam os especialistas.

A ciclovia melhora a mobilidade

Como qualquer outra infraestrutura implica que seja integrada hamoniosamente no ecosistema urbano, significa tambem uma construção criteriosa no desenho, segurança, materiais empregues na construção e conservação da permeabilidade do solo’

A ciclovia é uma das formas mais eficazes de mobilidade das pessoas nas cidades.

Uma ciclovia de duplo sentido com 3 metros de largura pode mover 10 vezes mais pessoas do que uma via para veículos motorizados. Ou seja, entre 6.500 e 7.500 pessoas por hora, em comparação com apenas 600-1600 pessoas por hora.

Numa outra leitura, 50 bicicletas ocupam ¼ do espaço de 50 carros de médio porte, aproximadamente 100 metros quadrados, contra 400 metros quadrados. Consequentemente, as ciclovias aparentemente vazias (ou mesmo as de bus) transportam mais pessoas.do que várias pistas congestionadas com carros, porque é uma forma menos eficiente de usar o espaço e, portanto, mover as pessoas, observa a NACTO.

Países como a Holanda ou a Dinamarca foram considerados uma referência internacional como cidades amigas da bicicleta, mas esse paradigma está a mudar à medida que muitas cidades do sul e também na américa latina estão a começar a liderar na utilização generalizada da bicicleta.

Bogotá é a “parte visível” de uma mudança evidente na mobilidade urbana e no desenho das ruas. “O exemplo que dá, e o de muitas outras cidades que inovam em mobilidade urbana e segurança viária, é uma oportunidade para que outros lugares se inspirem, vejam que é possível e desencadeiem uma competição saudável por qual cidade será a próxima capital mundial da bicicleta”.

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